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Uece recebe patente por desenvolver larvicida natural contra o mosquito da dengue

O produto foi desenvolvido a partir de sementes descartadas em feiras, sem valor comercial.

Por Jornalismo Tempo FM · 2 min de leitura

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A Universidade Estadual do Ceará (Uece) obteve o registro de patente de um novo larvicida natural capaz de combater o Aedes aegypti — transmissor da dengue, chikungunya e zika — e o Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre-asiático.

O produto foi desenvolvido a partir de sementes descartadas em feiras, sem valor comercial, e contém substâncias chamadas acetogeninas, que apresentaram forte ação larvicida. De acordo com a professora Selene Maia, coordenadora da pesquisa, o resultado supera a eficácia de diversos inseticidas sintéticos já utilizados.

“Enquanto o fumacê elimina apenas os mosquitos adultos, nossa formulação atua diretamente na água, interrompendo o ciclo de transmissão ao matar as larvas”, explica a pesquisadora. Além da eficácia, o larvicida se destaca pela segurança ambiental: por ser de origem natural, não apresenta toxicidade significativa e reduz riscos ao meio ambiente.

O professor Alzeir Silva reforça o potencial impacto da inovação na saúde pública: “Esse larvicida pode contribuir para a prevenção de epidemias e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde. Mas é necessário avançar em pesquisas e investir no desenvolvimento do bioproduto”.

A conquista foi viabilizada pela Agência de Inovação da Uece (Agin), responsável pela gestão de propriedade intelectual na instituição. Para o vice-coordenador da Agin, Ismayle de Sousa Santos, a patente representa mais do que proteção jurídica. 

“Ela mostra o compromisso da universidade em transformar conhecimento em soluções aplicáveis à sociedade, com impacto econômico e social, além de estimular novas parcerias e fortalecer a cultura de inovação entre nossos pesquisadores”, afirma.

Com o reconhecimento oficial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Uece dá um passo importante para levar ao mercado um larvicida sustentável, alinhado à chamada “química verde” e com potencial de se tornar uma ferramenta estratégica no combate às arboviroses no Brasil.

Foto: Divulgação / Uece
Com informações do GCMAIS.

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