A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que propõe mudanças na forma como os países e continentes são representados nos mapas.
A iniciativa busca incentivar uma representação cartográfica baseada em dados científicos e em uma perspectiva de reparação histórica.
A principal alteração envolve a representação da África, que deverá aparecer proporcionalmente maior em relação a outros continentes. A diferença está relacionada à projeção cartográfica criada no século 16, que amplia visualmente territórios próximos aos polos e reduz a aparência de regiões localizadas próximas à linha do Equador.
Essa distorção é característica da projeção de Mercator, uma das representações cartográficas mais utilizadas ao longo da história. Nela, países e regiões de altas latitudes podem parecer muito maiores do que são na realidade, enquanto áreas próximas ao Equador são representadas de forma relativamente reduzida.
Segundo a ONU, os mapas vão além da função de localizar países e continentes: eles também ajudam a construir a maneira como as pessoas percebem o mundo.
Para a entidade, as distorções cartográficas podem produzir impactos educacionais, culturais e até geopolíticos, ao reforçar uma percepção desequilibrada sobre diferentes regiões do planeta.