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Google vai pagar a quem economizar energia elétrica nos Estados Unidos

Acordo prevê incentivos financeiros para residências e empresas que reduzirem o consumo em horários de pico.

Por Jornalismo Tempo FM · 2 min de leitura

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Foto: Divulgação
O Google anunciou uma parceria com a empresa de energia Voltus para oferecer incentivos financeiros a residências e empresas nos Estados Unidos que reduzirem o consumo de eletricidade em determinados horários. A iniciativa busca liberar capacidade da rede elétrica para abastecer os data centers da companhia, utilizados no desenvolvimento e funcionamento de serviços de inteligência artificial.

O acordo prevê disponibilizar até 1.070 megawatts de capacidade elétrica quando houver necessidade. A iniciativa será implementada na rede elétrica PJM, que atende cerca de 67 milhões de pessoas em 13 estados norte-americanos e no Distrito de Columbia. Os valores que serão pagos aos participantes ainda não foram divulgados. 

Como vai funcionar o programa
O projeto utiliza um modelo conhecido como usina elétrica virtual, que reúne recursos energéticos distribuídos em diferentes locais para reduzir a demanda sobre a rede elétrica. Em vez de construir uma nova usina, a iniciativa coordena residências e empresas que podem diminuir temporariamente o consumo ou utilizar energia armazenada em baterias.

Na prática, aparelhos como sistemas inteligentes de ar-condicionado podem ajustar automaticamente o funcionamento durante os períodos de maior demanda. Empresas também podem receber incentivos para reduzir temporariamente o uso de máquinas e equipamentos.

Demanda por energia cresce com a inteligência artificial
A iniciativa ocorre em meio ao aumento da demanda por eletricidade nos Estados Unidos, impulsionado pela expansão dos data centers. Essas instalações exigem grandes quantidades de energia para operar servidores e sistemas de processamento de dados utilizados em aplicações de inteligência artificial.

Ao incentivar a redução do consumo nos horários de pico, o Google busca ampliar a disponibilidade de energia sem depender exclusivamente da construção de novas usinas. O modelo também pode ajudar a reduzir a pressão sobre a infraestrutura elétrica.

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