Vereador denuncia desmatamento de 32 hectares de Mata Atlântica em Fortaleza; empresa e órgãos ambientais defendem legalidade
Área conhecida como Floresta do Aeroporto foi liberada para construção de centro logístico; parlamentar aciona MP e órgãos ambientais para investigação.
Por Jornalismo Tempo FM · 3 min de leitura
“Essa floresta estava em estágio avançado de regeneração e foi derrubada de forma ilegal, sem estudo fitossociológico, como exige o decreto federal 6.660/2008”, afirmou Gabriel, que acionou Ministério Público, Ibama e outras instâncias jurídicas para solicitar embargo imediato da obra e recuperação da área degradada.
O terreno equivale a cerca de 45 campos de futebol e seria destinado à construção de um centro logístico privado, vinculado à Fraport Brasil, concessionária do aeroporto.
Posição da Fraport Brasil
- Cumpre integralmente a legislação municipal, estadual e federal;
- Obteve todas as autorizações ambientais necessárias antes do início das obras;
- Tem potencial de gerar mais de 5 mil empregos diretos;
- Preservará outras áreas protegidas do sítio aeroportuário.
“O avanço das obras só foi possível após a confirmação das autorizações em todas as etapas legais e ambientais. Caso houvesse algum impedimento, as obras não avançariam”, destacou a Fraport.
Defesa do licenciamento pela Semace
- A vegetação era secundária, em estágios inicial e médio de regeneração;
- Não foram identificadas espécies ameaçadas de extinção;
- A área já apresentava histórico de ocupação humana (antigo Aeroclube de Fortaleza);
- Todos os procedimentos de licenciamento cumpriram legislação federal, estadual e municipal, com anuência do Comando da Aeronáutica e do município.
“O parecer reforça que não existem fragmentos florestais significativos no local do empreendimento”, afirmou a Semace.