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PEC da Segurança Pública avança no Senado

Proposta concluiu a votação dos destaques na CCJ e prevê medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares.

Por Jornalismo Tempo FM · 2 min de leitura

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública avançou no Senado Federal nesta quarta-feira (14), após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluir a votação dos destaques pendentes. O texto segue agora para análise do Plenário e pode começar a ser discutido nesta quinta-feira (15), segundo o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA).

A expectativa é que a proposta seja votada antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Otto afirmou ter conversado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que teria demonstrado disposição para iniciar a análise da matéria após a votação da proposta sobre mudanças na escala de trabalho 6x1.

Segundo Otto, líderes partidários também manifestaram apoio à tramitação. O presidente da CCJ afirmou que há possibilidade de aprovação ainda neste período, desde que haja acordo entre os senadores.

Proposta prevê regras mais rígidas contra organizações criminosas

Um dos principais pontos da PEC é a previsão de um regime penal mais rigoroso, proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções criminosas, organizações paramilitares e milícias.

Entre as medidas previstas estão o cumprimento de pena em presídios de segurança máxima, restrições à progressão de regime e a determinados benefícios processuais. O texto também prevê o confisco de bens relacionados à atividade criminosa, sem indenização, além da responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e de medidas de proteção a denunciantes e familiares.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos de votação no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada etapa.

O rito prevê cinco sessões de discussão antes do primeiro turno e outras três antes do segundo, além de um intervalo mínimo de cinco dias úteis entre as votações. O calendário pode ser abreviado caso os senadores aprovem um requerimento de calendário especial, desde que haja acordo para a medida.

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