O calor extremo associado ao fenômeno climático Super El Niño pode provocar aproximadamente 451 mil mortes adicionais entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, em comparação com um ano de condições climáticas normais.
A estimativa foi divulgada em estudo atribuído ao Climate Impact Lab, que aponta o Brasil entre os cinco países mais afetados, com uma média projetada de 13 mil mortes no período.
Pesquisadores da Universidade de Chicago envolvidos no levantamento estimam que a temperatura média global fique 1,2°C acima do normal nos próximos meses. O fenômeno também pode provocar 44% mais dias de calor extremo do que o registrado em um ano típico.
Segundo a projeção, as condições climáticas previstas podem se aproximar de níveis de temperatura que, em um cenário sem o fenômeno, seriam esperados apenas nas próximas duas décadas. O calor intenso representa um risco à saúde, especialmente para populações mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas.
O levantamento compara a estimativa de mortes relacionadas ao calor com os cerca de 6,8 mil mortos ou desaparecidos após as recentes enchentes repentinas no Nepal. De acordo com os pesquisadores, a projeção global associada ao Super El Niño é cerca de 65 vezes maior.
As estimativas se referem a mortes adicionais projetadas, e não a registros já confirmados. Os números dependem da evolução das condições climáticas e dos impactos do fenômeno nos diferentes países ao longo do período analisado.