Cearense Gero Camilo é premiado como melhor ator no Festival de Gramado.
Pelo segundo ano consecutivo, o festival reconhece a atuação de um cearense no cinema.
Por Jornalismo Tempo FM · 3 min de leitura
A obra foi reconhecida nas categorias de melhor direção de arte, desenho de som, júri popular e melhor ator para Gero Camilo, que subiu ao palco do Palácio dos Festivais para receber o seu primeiro Kikito em 25 anos de carreira.
Este é o segundo ano consecutivo que um ator cearense é premiado em Gramado. Em 2024, Rodger Rogério conquistou com o Kikito de melhor ator coadjuvante por “Oeste Outra Vez”, de Erico Rassi, que também foi eleito o melhor filme da edição.
Em “Papagaios”, Gero interpreta Tunico, um homem obcecado em aparecer a qualquer custo em reportagens, mesmo sem ter ligação com os assuntos noticiados. Explorando diversas nuances e gêneros audiovisuais, como o suspense, o policial e o humor, o filme aborda a busca pela fama a partir dessas figuras tão emblemáticas do Brasil.
O ator afirma que se inspirou nas comédias de Woody Allen para alcançar outro tom para o humor do personagem Tunico.
Para o diretor Douglas Soares, nunca teve outro ator para fazer o Tunico.
“Sempre foi o Gero, mas não por todo tempo. Por muitos anos eu escrevi sem um rosto, até que surgiu o Gero talvez nos últimos três ou quatro anos. Escrevi muitos tratamentos do roteiro já com ele na cabeça e se ele não topasse, e tinha esse risco porque ele falou que não queria fazer mais cinema, eu não sabia o que eu ia fazer”, afirma o diretor Douglas Soares.
Em “Papagaios”, Gero divide o protagonismo com o jovem ator Ruan Aguiar, dois personagens que se revelam extremamente complexos durante essa jornada de reconhecimento na mídia. O elenco também traz participações marcantes de Leo Jaime, Angela Paz, Ernesto Piccolo, Babi Xavier, Claudete Troiano, Marcello Escorel, Roney Villela, entre outros.
O diretor conta que todo o elenco emprestou coisas específicas para o filme, essenciais para a elaboração de um universo tragicômico.
Cinema cearense
Para ele, o cinema cearense vive um momento decisivo, sobretudo pelos esforços de criação da Ceará Filmes, empresa pública de audiovisual que visa fortalecer a produção audiovisual no estado.
O ator, que já trabalhou com os cineastas cearenses Rosemberg Cariry em “Os Pobres Diabos” (2012), Karim Aïnouz em “Madame Satã” (2002) e Clébio Viriato Ribeiro em “O Auto da Camisinha” (2009), acredita que o cinema feito no estado é uma referência nacional consolidada.
Foto: Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto
Com informações de: DN / Festival de Cinema de Gramado.