As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho aumentaram mais de 75% após o segundo turno das eleições presidenciais, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). Desde segunda-feira (26), foram registrados mais de 1.400 novos casos, elevando para 3.396 o total de denúncias recebidas em 2026.
Entre os relatos estão ameaças, incentivos a boicotes e demissões de funcionários em razão de suas escolhas políticas. A prática ocorre quando empregadores ou outras pessoas em posição de poder pressionam ou constrangem trabalhadores por suas opiniões ou preferências eleitorais.
Justiça determina restrições
Na terça-feira (27), a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar proibindo a deputada estadual Índia Armelau de incentivar empregadores a discriminar, perseguir ou demitir trabalhadores por suas convicções políticas. O descumprimento da decisão pode resultar em multa diária de R$ 5 mil.
Como denunciar
Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral podem registrar denúncias no Ministério Público do Trabalho, por meio dos canais disponíveis na internet.
O órgão recomenda reunir, sempre que possível, informações que ajudem na investigação, como mensagens, gravações, documentos e identificação de testemunhas. As denúncias são analisadas pelo MPT, responsável por apurar possíveis irregularidades nas relações de trabalho.