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Pesquisadores brasileiros desenvolvem pele artificial 3D mais parecida com a humana.

Modelo in vitro, possui as três camadas do órgão e simula de modo mais preciso doenças e lesões, podendo substituir animais em estudos.

Por Jornalismo Tempo FM · 2 min de leitura

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Pesquisadores brasileiros desenvolveram um modelo de pele artificial por impressão tridimensional (3D) com características mais semelhantes às do ser humano. 

Nomeada de Human Skin Equivalent with Hypodermis (HSEH), a estrutura poderá ser empregada em estudos para o tratamento de doenças e lesões, como feridas e queimaduras, bem como no desenvolvimento de medicamentos e cosméticos, sem a necessidade de testes em animais.

O processo de produção do material, feito a partir de células-tronco capazes de se transformar em diferentes tipos celulares e primárias cultivadas diretamente a partir de tecidos humanos, foi descrito na revista Communications Biology por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). 

O trabalho foi apresentado na última quarta-feira (27) em uma sessão sobre biotecnologia realizada durante a APESP Week Spain, em Madri, pela pesquisadora do LNBIio – CNPEM e coordenadora do projeto, Ana Carolina Migliorini Figueira.

Os pesquisadores empregaram técnicas de engenharia de tecidos para aprimorar a tecnologia e conseguir construir um equivalente de pele humana de espessura total e com a hipoderme, de modo a criar um ambiente mais próximo do tecido humano real, permitindo a adesão, proliferação e diferenciação celular mais eficientes.

Os pesquisadores empregaram bioimpressão 3D para construir um modelo de pele baseado em colágeno, que serve de matriz para a interação das células.

O LNBio produzirá a pele para estudos próprios, mas poderá confeccionar o material para instituições de pesquisa parceiras. A ideia é auxiliar no desenvolvimento de enxertos para tratamento de ferimentos e queimaduras.

Foto: Reprodução.


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