Homem desenvolve doença rara após seguir orientação do ChatGPT para substituir sal por brometo.
Caso virou alerta em revista científica.
Por Jornalismo Tempo FM · 2 min de leitura
“Este caso também destaca como o uso da inteligência artificial pode contribuir para o desenvolvimento de doenças evitáveis e resultados adversos para a saúde”, escreveram os autores Dra. Audrey Eichenberger, Stephen Thielke e Adam Van Buskirk.
O caso aconteceu nos Estados Unidos e foi publicado como artigo pelos médicos que o atenderam no periódico científico "Annals of Internal Medicine", na última semana.
O paciente desenvolveu bromismo, uma intoxicação por brometos. Hoje, trata-se de uma condição rara, mas que, no passado, foi responsável por diversas internações psiquiátricas, já que pode provocar alucinações.
Segundo os médicos, o homem chegou ao hospital com crises de paranoia — acreditava que o vizinho estava tentando envenená-lo e que a água do filtro estava contaminada.
Inicialmente, os profissionais suspeitaram de um transtorno psiquiátrico, e ele chegou a ser encaminhado para uma ala específica.
No entanto, após receber os minerais e vitaminas que estavam em níveis muito baixos no organismo, ele voltou ao estado normal e contou aos médicos que havia lido sobre os supostos efeitos negativos do cloreto de sódio. Buscando alternativas, consultou o ChatGPT, que o orientou a substituí-lo por brometo.
Ele manteve essa substituição por três meses, o que levou à intoxicação. Após três semanas de internação, os níveis no organismo se normalizaram.
No artigo, os especialistas fazem um alerta sobre o uso de inteligência artificial com impactos na saúde.
Foto: Reprodução.
Com informações do G1.