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Mulheres pagam taxa de juros maior do que homens na tomada de crédito

Estudo do Sebrae constatou que as microempreendedoras individuais (MEI) cearenses arcam com uma taxa de 58,42% ao ano. Já o segmento de pequenos negócios no estado atua com uma taxa de anual média de 40,72%

Por Jornalismo Tempo FM
09 de Setembro de 2025 às 09:20

As elevadas taxas de juros praticadas em financiamentos voltados aos pequenos negócios (MEI, micro e pequenas empresas) ficam ainda mais caras quando os tomadores são as mulheres empreendedoras. Foi o que constatou estudo feito pelo Sebrae Nacional, com base em dados do Banco Central.

A partir das operações realizadas no primeiro trimestre deste ano, a pesquisa “O financiamento do empreendedorismo feminino no Brasil: um panorama do mercado de crédito” revelou que, enquanto nos financiamentos contratados pelos donos de pequenos negócios a taxa média foi de 36,8% ao ano, para o público feminino fica em 40,6%.

No Ceará, a realidade para as microempreendedoras individuais também é de taxas de juros significativamente mais altas do que a média geral do segmento. Enquanto o segmento de pequenos negócios no estado atua com uma taxa média de 40,72% ao ano, as MEIs cearenses arcam com uma taxa de 58,42% ao ano.

Na avaliação da economista Silvana Parente, essa diferença destaca uma desigualdade notável no custo do crédito para mulheres empreendedoras. Mais que isso. Segundo ela, mostra que o sistema financeiro, leia-se bancos, confia menos nas mulheres. “Isso é muito grave”, pontua. “É preconceito de gênero puro”, diz Silvana Parente.

O estudo constatou que as MEIs brasileiras pagam taxas de juros mais altas (40,6% ao ano, comparado a 36,8% para homens) e acessam uma fatia menor dos recursos de crédito (29,4% dos R$ 109 bilhões destinados ao segmento, apesar de responderem por 40% das operações).

Em alguns estados, o cenário é ainda mais desigual. No Rio de Janeiro, por exemplo, a taxa média paga pelas MEIs é de 60,49% ao ano, enquanto a média para pequenos negócios em geral é de 47,96% ao ano. Em Sergipe, as MEIs femininas assumem um custo de 58,54% ao ano, contra uma média de 36,42% para o conjunto.

Menos crédito


Além de juros mais caros, as mulheres obtêm uma fatia menor dos recursos de crédito disponíveis. Embora as empreendedoras respondam por quase 40% do total de 23,1 milhões de operações realizadas no primeiro trimestre de 2024, elas obtiveram apenas 29,4% dos R$109 bilhões de empréstimos destinados ao segmento. Isso significa que o valor médio do crédito concedido é superior para empreendimentos geridos por homens.

A diretora de relacionamento com o setor público da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Ceará (ABRH-CE), economista Desirée Mota, afirma que essa desigualdade é ocasionada por fatores estruturais, culturais e institucionais. “As mulheres pagam mais juros e recebem menos crédito”, observa Desirée Mota.

Tem também a questão da garantia. Segundo a diretora da ABRH-CE, “Como as mulheres têm menos patrimônios em nome próprio, isso faz com que os bancos tenham um olhar diferenciado”. Outro fator que explicaria essa situação, aponta a economista, é que as mulheres tendem a atuar em negócios com um volume menor de investimento. “Consequentemente, por uma questão do lado financeiro, os bancos preferem emprestar aos homens, que adquirem um crédito maior, do que às mulheres”, observa Desirée.

A pesquisa do Sebrae demonstrou, no entanto, que a taxa de inadimplência é praticamente a mesma entre empresas geridas por homens (7,1%) e mulheres (7,6%). Isso refuta a especulação de que empréstimos a mulheres seriam transações financeiras de maior risco devido a uma suposta falta de compromisso com o pagamento. A implicação é que as taxas mais altas e o menor acesso ao crédito para mulheres não se sustentam em dados de risco objetivo.

Outro ponto que merece destaque no estudo é que as empreendedoras tendem a utilizar modalidades de empréstimo mais caras, como o cartão de crédito, que possui juros "estratosféricos". Isso ocorre porque são opções de acesso mais rápido, e modalidades como cartão de crédito e cheque especial são frequentemente disponibilizadas automaticamente na abertura de conta, diferentemente de outras com condições mais vantajosas que exigem solicitação e análise pelas instituições financeiras. Essa prática aumenta o custo financeiro para as mulheres que precisam de liquidez rápida.

Mas a pesquisa do Sebrae mostrou que a disparidade é ainda mais acentuada no uso de cartão de crédito, onde a taxa média de juros ao ano para mulheres é de 188%, enquanto para homens é de 136,6%.

Foto: EyeEm
Com informações do O Povo.

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